terça-feira, 3 de janeiro de 2012

A PARTICIPAÇÃO DE EVANGÉLICOS EM PROGRAMAS SECULARES


A participação dos artistas evangélicos em eventos da Globo, seria misturar o santo com o profano? Há uma preocupação por parte de um grupo de evangélicos que não estão certos quanto a participação dos artistas da Igreja em programas e eventos da Globo. É compreensível que isso aconteça, pois se trata de uma experiência nova e recente que envolve diretamente o público evangélico e afeta a todos indistintamente. Em meio a essas preocupações há aqueles que apenas vivem esse momento sem se preocupar com nada, apenas o curtem. Mas há aqueles que tem uma visão quase profética negativa, por entenderem que quando os artistas participam desses eventos estão misturando o evangelho puro com algo profano. O que traz um escândalo para muitos. Analisemos, e

ntão, o assunto em questão.

A participação de artista evangélicos em eventos seculares ou mundanos depende da sua própria postura a priori. Pois se participam levando a sua arte, que é evangélica, eles estão cumprindo a sua missão e fazendo justiça aqueles que não frequentam as igrejas ou eventos gospels. Certa vez, conheci um pastor em Minas Gerais que tinha em sua papelaria vários livros espíritas e evangélicos. Entre os títulos oferecidos perguntei-lhe o porquê daquilo, visto que para mim aquilo era totalmente novo. Ele me responde que agindo assim dava possibilidade de um não crente ter a oportunidade de comprar um livro evangélico. Isso ilustra bem o que quero dizer, quanto a participação de evangélicos em shows seculares.

Entretanto, não fechamos os olhos para a realidade das perdas e prejuízos que haverão. Estamos numa guerra e elas de alguma forma, fatalmente ocorrerão. Devemos lembrar contudo, que pessoas como Ana Paula Valadão e outros tem uma sólida formação cristã e de berço inclusive; tem um agudo discernimento espiritual e além do mais tem uma cobertura espiritual firme, i.e., uma equip

e de aconselhamento e intercessão que lhes assistem.

Entretanto, nos eventos inter-religiosos o artista vai como missionário levar a sua arte e sua mensagem, ainda que vá disputar com outras mensagens, artes e ideologias correntes no contexto atual. Porém, a igreja local ou corpo de crentes não devem participar desses eventos inter-religiosos e sim, no máximo, eventos ecumênicos, quer dizer em que tenham pontos fundamentais cristãos em comum. Ou seja, a Bíblia, Jesus, a sua doutrina e dos apóstolos ou alguma outra coisa. Um exemplo de eventos que ilustram isso é o Festival Promessas, Canta Rio e o Louvorzão realizado na Quinta da Boa Vista em 2011.

Ainda no pre

sente assunto tratarei da participação da Pra. Ana Lúcia, no programa Esquenta da Regina Casé. A participação da Ana Lúcia foi ótima, ela é possuidora de uma personalidade alegre, marcante, que tem procurado levar o lado alegre e muito particular do evangelho pentecostal na comunidade onde trabalha pastoralmente. Não é a toa que ela está fazendo sucesso no You Tube e foi convidada pela Regina Casé para participar de seu programa com sua equipe de ministração musical da sua igreja.

A única coisa que não pegou bem na participação da Pra. Ana Lúcia no Esquenta foi uma crítica desnecessária, desferida a uma certa pessoa que a rejeita a pessoa e o seu jeito de trabalhar. O que sabemos tratar-se do *“repleplé”. Replepé ou reteté é a forma de acompanhar determinados tipos de músicas evangélicas com danças ao som de pandeiro e outros instrumentos de percursão. É

também uma manifestação de um transe ou semi-transe que costuma vir acompanhado de imensa alegria, curas e epifanias.

Na verdade esse replepé é meio estranho a cultura litúrgica da Igreja evangélica, reformada, anglicana entre outras. Mas nada há nas Escrituras Sagradas que censurem isso, a não ser que haja desordem, falta de ensino, ou pregação bíblica, ou ainda espaço para coisas indesejáveis que se despertem em meio a um culto a Deus.

E ainda, por último, aquelas críticas da irmã eram desnecessárias naquele momento, até porque a Regina Casé acabou se obrigando a falar do assunto, instruindo previamente a pastora sobre algo tão elementar com muito TATO E SABEDORIA, o que não pegou bem para a irmã que é uma líder cristã. Contudo, devo ressaltar que esta serva do Senhor está sabendo dialogar um grupo heterodoxo negligenciado pela Igreja evangélica, podendo assim atraí-los para o evangelho loucura de Cristo, assim como há tempos outros líderes já o fazem. Parabéns Pra. Ana Lúcia e parabéns Regina Cas

é!!!

Enfim, resumindo tudo, a participação dos artistas evangélicos é relevante nesses eventos deve ser missioná

ria, mas com muito cuidado. Pois trata de ir no terreno do inimigo com todos os perigos que não devem ser ignorados. Por outro lado a Igreja evangélica deve atender aqueles que de alguma forma se encontram negligenciados e aprenda a dialogar com eles para que suas vidas sejam transformadas pelo Evangelho de poder. Espero que esta tenha ajudado a tirar alguma dúvida. Fiquem com Deus e até a próxima.



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